Review HQ – Homem Aranha Azul

Já vimos em muitas HQs de super heróis, tramas muito bem desenvolvidas que falam sobre política, guerras mundiais, espionagem e muitos outros assuntos voltados ao nosso cotidiano e as consequências de atos políticos e governamentais para a sociedade. Porém poucas vezes vimos histórias sentimentais e de amor ligados aos super heróis, com uma narrativa totalmente singela e puramente emocional.

Neste arco Homem Aranha Azul, vemos o real significado que Gwen Stacy teve na vida de Peter Parker, e o que ele carrega até hoje por causa do que aconteceu com seu primeiro grande amor. Em um dia dos namorados, Peter resolve fazer uma gravação para Gwen contando tudo para ela sobre o que ele realmente sente em relação a ela, ao que ele se tornou, a Mary Jane e tudo em que realmente acredita que queria viver ao lado de seu amor.

Jeph Loeb com uma narrativa simplesmente sensacional, não por ser uma coisa inédita, mas por ser uma coisa verdadeira, um sentimento que todos os fãs do Aranha sentem junto à ele. As colocações, os apuros, a comédia em certas ações, tudo ali é o melhor da personagem que perdura por todos esses anos com um carisma incrível. A figura de todo o círculo de amizade de Peter, lembrando os grandes tempos de Stan Lee, Jack Kirb e John Romita é simplesmente a mais pura nostalgia e o mais puro Cabeça de Teia em sua essência, aquele é o personagem talvez o mais humano que um dia a Marvel já criou.

O que falar do triângulo amoroso e seu desfecho na HQ e tudo que ele representa para Peter como pessoa, tudo está lá, Mary, Gwen, May, Ben, vilões. É com toda a certeza um dos clássicos do personagem em toda a história do mesmo, não por querer inovar e dar uma reviravolta na vida da personagem, mais sim pelo mais puro respeito que esta obra tem por toda a história de um ícone da Casa das Idéias.

Pra finalizar não podemos esquecer do fantástico trabalho de Tim Sale na arte desta revista, emulando um traço bem característico dos anos 60 e 70, Tim nos transporta de tal maneira aquelas grandes histórias clássicas que é possível se confundir com o traço do grande Sr. Romita.

Agora, como apenas um fã de quadrinhos que aprendeu a amar as revistas lendo estas histórias clássicas do Aranha, como um fã que havia ganho essas histórias de sua mãe e seu tio que as guardavam como se fossem jóias preciosas (que são) eu entendo tudo de sentimento que uma história pode passar pra alguém. E só posso dizer para finalizar que leiam, apreciem e amem Homem Aranha Azul e todas as histórias que leem porque elas fazem parte do que você é, elas fazem parte da sua própria história.

Escrito por: Pedro Maia

 

 

Homem Aranha Azul

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Editora: Marvel

Publicação: Salvat

Roteiro: Jeph Loeb

Desenhos: Tim Sale

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