Review Filme – Moana: Um Mar de Aventuras

Princesas precisam mesmo de castelos, príncipes e roupas bufantes? Moana diz que não!

 

Não sei porque achei que a Disney iria me decepcionar, como se isso já tivesse acontecido… Paguei minha língua como no dito popular.

Afinal, todos acham que contos de fadas são feitos de histórias de amor,  somos tão superficiais assim?

Vamos analisar: filmes de princesas não se tratam de alguém em busca de um par perfeito, e sim de amores feitos por pessoas únicas.

A Bela viu beleza em alguém que se dizia feio por dentro e por fora (afinal beleza não é tudo, não é mesmo?), a Ariel quebrou seus estigmas para se transformar em quem queria ser, a Elza nos mostrou que o verdadeiro amor está na família e que mesmo nossos maiores defeitos podem se tornar uma dádiva para alguém.

moana

 

E Moana?

 

Ah, Moana nos dá uma lição de que a vida nos coloca em águas furiosas, tempestades e muitos vão duvidar dos nossos ideais, do nosso instinto e força interior,  mas que tudo na vida tem um propósito, as pessoas são únicas … Assim como as princesas.

Talvez esse seja um ponto que me incomodou, o fato em insistirem que Moana não seja chamada de princesa no filme, deixe ela ser, deixe ela ser inspiração para geração de garotas pensantes e decididas de suas escolhas.

E no final, ainda nos ensina que a ganância transforma e corrompe o mundo, os deixa em cinzas, e quando todos nós vemos monstros nos outros,  lembre que ele tem coração perdido que pode lhe salvar, a empatia e compaixão precisa ser ensinada e Moana faz isso por nossas e todas as crianças.

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O visual e ambientação

 

Em termos técnicos, o filme é visualmente encantador, os tons terrosos e pastéis ficaram leves em meio a tanto azul. Os tribais havaianos foram muito bem trabalhados , animados e trouxeram um charme todo especial ao enredo. Você entra no mundo Havaiano de cabeça!

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Como um bom filme Disney a música chicletinho vai ficar na sua cabeça, sendo um dos pontos altos do longa animado.

O filme começa morno quase frio, o enredo começa a ser desenrolado da metade para o final, sendo um dos poucos pontos fracos do filme, o desenvolvimento dos atos.

Outro ponto positivo e a inserção de uma nova cultura e a iniciativa de mostrar que não precisamos seguir os padrões de beleza, afinal Moana tem cabelos ondulados como a maioria da população, pele morena , não é magra e nem tem olhos claros mas é linda da sua maneira, diria que mais do que isso, ela é linda pela sua maneira de ser.

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Cômico , refrescante e inspirador essa é minha definição de Moana!

 

Um bônus que só a Disney nos oferece!

 

Quem foi assistir Moana no cinema terá uma agradável surpresa. O curta Trabalho Interno, com direção de um brasileiro (Leonardo Maysuda).

O nome oficial do curta é “Inner Workings”, com uma ideia central bem similar a Divertidamente , mostrar o que acontece em nossas ações, explicar essa máquina que chamamos de corpo, exceto pelo fato de não se tratar dos sentimentos e sim uma analogia do conflito entre razão e emoção .

Afinal, deixamos de viver todas as possibilidades por medo? Nossos pensamentos catastróficos nos impedem de ser feliz porque não queremos nos arriscar?

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O curta mostra Paul (funcionário pacato e imerso a rotina) podando suas ações e seus sentimentos por medo da morte.

O visual da animação conta com os órgãos sendo mostrados em sobressalto a pele (como a visão interna do corpo – órgãos como bexiga , estômago, coração e cérebro são mostrados em suas funções vitais e atividades ” nas tomadas de decisões “) até que ele cai em si, porque lutar contra a morte se ela é inevitável, pelo menos devo ter alguém a quem compartilhar da vida que nos sobra .

Deixar o coração dominar o corpo e o cérebro,  lembrar que ele não é dono dessa máquina, só é mais um na engrenagem .

Não vou comer isso para não morrer gordo, não vou me divertir e me aventurar para não me machucar, não vou ser eu mesmo para não rirem de mim…

Perder sua identidade é viver na rotina, tentar ser perfeito e morrer na solidão. Trabalho Interno quer nos dizer que somos humanos.

Escrito por: Allana Giani


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